A VIRTUDE DO SIMPLES
Volkswagen aposta e acerta na conversão do Polo em modelo de entrada com a versão Track
Marca adotou estratégia ousada na substituição do Gol, que parecia eterno
Por Eduardo Rocha / Auto Press
24 de junho de 2023, às 14h27
Link da matéria: https://dev.liberal.com.br/mais/motors/volkswagen-aposta-e-acerta-na-conversao-do-polo-em-modelo-de-entrada-com-a-versao-track-1977349/
A Volkswagen adotou uma estratégia ousada em relação ao Polo. A marca decidiu que seu hatch compacto mundial se tornaria um modelo de amplo espectro e ocuparia no Brasil desde o posto de modelo de entrada até o topo do segmento. Com isso, o Gol, que parecia eterno, saiu de cena e foi substituído pelo Polo Track, a versão mais despojada de todas.
A ousadia consistia no fato de que na época dessa transição, no último trimestre de 2022, o Gol vendia cerca de 20 vezes mais que o Polo, que patinava em torno de 300 unidades mensais. Mas a empreitada foi extremamente bem-sucedida.
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O Polo supriu a saída do Gol com tanto sucesso, que em maio foi alçado ao posto de automóvel mais vendido do País, com 7.636 emplacamentos. A grande força do modelo foi na venda direta, com 53% do total, mostrando que frotistas e locadoras aderiram em peso à versão Track.
POLO INTERNA – Foto: Eduardo Rocha / Auto Press POLO TRASEIRA – Foto: Eduardo Rocha / Auto Press
A Volkswagen tratou de aliviar o Polo Track de quase todos os equipamentos que incidiriam sobre o preço final. Na tabela padrão, o modelo parte de R$ 81.370 e tem como único opcional o rádio com Bluetooth, como no modelo avaliado, que totaliza R$ 82.290. Se aplicado o incentivo governamental, esse valor cairia para R$ 74.990.
Apesar de estar na base de um gama extensa – que inclui a versão GTS, que pode passar de R$ 150 mil, a configuração Track traz alguns equipamentos de segurança além de itens obrigatórios como luz diurna, ABS, controle de estabilidade e tração, airbag frontal, assistente de partida em rampa e cintos de três pontos e apoio de cabeça para cinco ocupantes.
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Como é um modelo que nasceu com a missão de atuar nas faixas superiores do segmento, o carro mantém qualidades intrínsecas ao projeto, como a arquitetura de suspensão e as partes responsáveis pelo isolamento do habitáculo em relação a ruídos e vibrações.
O alívio de equipamentos gerou uma redução de 16 kg no peso – para 1.056 kg –, o que não chega a afetar o desempenho do motor 1.0 MPI flex de três cilindros que está sob o capô. O propulsor da família EA211 rende nessa configuração 77-84 cv com gasolina/etanol, com 9,6-10,3 kgfm de torque.
Ele é sempre gerenciado por um câmbio manual de cinco marchas, que direcionam a força para as rodas dianteiras. Ele oferece um desempenho equilibrado para um modelo que consegue ser de entrada sem embarcar o conceito de penúria.